Sócrates
Na Grécia Antiga, Sócrates detinha uma alta reputação e era muito estimado pelo seu elevado conhecimento. Um dia, um conhecido do grande filósofo aproximou-se dele e disse:
"Sócrates, sabes o que eu acabei de ouvir acerca de um amigo ?"
"Espera um minuto", respondeu Sócrates, "Antes que me digas alguma coisa, gostaria de te fazer um teste. Chama-se o "Teste do Filtro Triplo."
"Filtro Triplo?"
"Sim", continuou Sócrates, "Antes que me fales do meu amigo talvez fosse uma boa ideia parar um momento e filtrar aquilo que vais dizer. Por isso é que eu lhe chamei o Filtro Triplo." E continuou: "O primeiro filtro é VERDADE. Tens a certeza absoluta de que aquilo que me vais dizer é perfeitamente verdadeiro?"
"Não", disse o homem "o que acontece é que eu ouvi dizer que..."
"Então", diz Sócrates, "não sabes se é verdade. Passemos ao segundo filtro, que é BONDADE. O que me vais dizer sobre o meu amigo é bom?"
"Não, muito pelo contrário..."
"Então", continuou Sócrates "queres dizer-me algo mau sobre ele e ainda por cima nem sabes se é ou não verdadeiro. Mas, bem, pode ser que ainda passes o terceiro filtro. O último filtro é UTILIDADE. O que me vais dizer sobre o meu amigo será útil para mim?"
"Não, acho que não..."
"Bem," concluiu Sócrates, "se o que me dirás não é nem bom, nem útil e muito menos sabes se é verdadeiro, para quê dizeres-me?"
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Momento de alguns; Sócrates
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Maquiavel - Arte da Guerra II
Maquiavel - A Arte da Guerra !!
..." POr isso, restamos nós apenas , e não podemos confiar que qualquer outra pessoa o conhecesse como nós, pois que não aparecem as obras das suas louváveis qualidades. Verdade é que não lhe foi, porém , tão adversa a fortuna que não ficasse nenhuma ligeira recordação da destreza de seu engenho, como demonstram alguns escritos e composições de amor em versos de sua lavra; versos nos quais, embora não estivesse enamorado, se exercitava na juventude, para não despender o tempo em vão, de modo que a mais elevados pensamentos a fortuna o conduzisse; pelo que se pode claramente compreender com quanta felicidade descrevia seu pensamento, e quantahonra lhe teria dado a poesia, se ela, como um fim, se tivesse dedicado. Havendo portanto a fortuna nos privado do convívio de tal amigos; parece-me não haver outro remédio senão procurarmos ao máximo gozar da sua memória e lembrar se alguma coisa foi por ele dita com agudez ou discutida com sabedoria. E como nada se tem de mais recente do que a conversa que há pouco tempo o senhor Fabrizio Colobba(Condottiero, pertencia a uma familiaa romana gibelina que até o século XVI foi grande adversária do papado)
travou com ele em seus jardins (onde tal senhor discorreu vastamente sobre as coisas da guerra, por Cosimo), pareceu-me que, como alguns outros amigos nossos estivessem presentes, seria bom trazê-lo a memoria, a fim de que, lendo isto, os amigos de Cosimo que ali estavam reunidos reacendessem em seu ânimo a lembrança das suas virtú, entre os ausentes , alguns lamentassem não ter participado e outros aprendessem muitas coisas úteis não só a vida militar , mas também á vida civil. COisas que foram sabiamente discutidas por um homem sapientíssimo.
Digo, pois que, retornando Fabrizio Colonna da Lombardia , onde durante muito tempo combaterra com grande glória pelo rei católico(trata-se de Fernando, o Católico cf. CApata, op cit, p 271), decidiu , ao passarpor Florença, descansar um dia naquela cidade, para visitar sua excelência o duque e rever alguns gentis-hoemns com os quais anteriormente tivera alguma familiaridade. Donde que pareceu oportuno a Cosimo convidá-lo para os seus jardins, não tanto para fazer uso de sua liberalidade quanto paera ter motivo de falar com ele longamente e dele ouvir e aprender várias coisas, de acordo com o que de tal homem se pode esperar , parecendo-lhe haver ocasião de passar um dia a discorrersobre matérias que satisfaziam seu ânimo. Foi então ali ter Fabrizio, atendendo a sua vontade, sendo recebido por Cosimo e por alguns outros seus fieis amigos, entre os quais estavam Zanobi Buondelmonti, Batista della Palla e Luigi Alamanni (Zanobi Buondelmonti: mercador e banqueiro a quem foram dedicados os Discursos e Vida de Castruccio, Batisrta della Palla; amigo de Maquiavel; Luigi Alamanni, poeta e escritor , a quem também foi dedicada Vida de Castruccio, Buondelmonti e Alamanni participaram da conspiração contra o cardeal Giulio de MEdici), jovens todos, benquistos por ele e amentes dos mesmos estudos cujas boas qualidades omitiremos, para que todos os dias e a todas as horas por si mesmas se louvem, Fabrizio foi , portanto em conformidade com os tempos e o lugar, homenageado com todas as maiores honras possiveis ,mas, passados os prazeres convivais , retiradas as mesmas e terminados todos festejos........
Postado por Cfnobrasil às 11:58 0 comentários
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
História do Jazz 2º Parte
O Jazz das Big Bands e o Swing
Embora as big bands, como são chamadas as orquestras de jazz, sejam normalmente associadas a uma era ligeiramente posterior, havia várias dessas orquestras tocando durante os anos 20 e o começo dos 30, entre elas a de Fletcher Henderson. Bix Beiderbecke foi um solista de corneta que tocava com várias bandas e era considerado uma legenda em sua época.
Os meados dos anos 30 trouxeram a Era do Swing e o surgimento das big bands como a música popular do momento. Glenn Miller, Benny Goodman, Tommy Dorsey, Artie Shaw, Duke Ellington e Count Basie regeram algumas das orquestras mais conhecidas. Houve também algumas importantes gravações de pequenos grupos de swing durante os anos 30 e 40. Essas diferiam dos pequenos grupos anteriores porque faziam muito pouca improvisação coletiva. A música enfatizava o solista individual. Goodman, Ellington e Basie gravaram com freqüência nesses arranjos de pequenos grupos. Entre os importantes saxofonistas dessa era estão Johnny Hodges, Paul Gonsalves, Lester Young, Coleman Hawkins e Ben Webster. Entre os trompetistas estão Roy Eldridge, Harry "Sweets" Edison, Cootie Williams e Charlie Shavers. Entre os pianistas, temos Ellington, Basie, Teddy Wilson, Erroll Garner e Oscar Peterson; no violão, Charlie Christian, Herb Ellis, Barney Kessell e Django Reinhardt; no vibrafone, Lionel Hampton; entre os principais baixistas estão Jimmy Blanton, Walter Page e Slam Stewart; bateristas, Jo Jones e Sam Woodyard. Billie Holiday, Dinah Washington e Ella Fitzgerald foram importantes cantoras dessa era. A maioria desses músicos gravava em pequenos grupos, bem como com grandes orquestras de jazz. Os estilos desses músicos pode ser melhor resumido dizendo-se que eles se concentraram basicamente em tocar melodicamente, no molejo do suíngue, e no desenvolvimento da sonoridade individual. O blues foi, como em muitos outros estilos, um importante elemento dessa música.
Bebop
O nascimento do bebop nos anos 40 é geralmente considerado um marco do começo do jazz moderno. Esse estilo surgiu diretamente dos pequenos grupos de swing, mas deu uma ênfase muito maior à técnica e a harmonias mais complexas, por oposição a melodias cantáveis. Boa parte da teoria a ser discutida mais adiante nesta Introdução deriva diretamente das inovações desse estilo. O sax alto Charlie "Bird" Parker foi o pai desse movimento e o trompetista Dizzy Gillespie ("Diz") foi seu principal cúmplice. Dizzy também regeu uma big band e ajudou a introduzir a música afro-cubana, inclusive ritmos como o mambo, para públicos americanos, por meio de seu trabalho com percussionistas cubanos. Mas foram as gravações em quinteto e outros grupos pequenos com Diz e Bird que formaram a fundação do bebop e da maioria do jazz moderno.
Embora, como nos estilos anteriores, muito se tenha usado do blues e da música popular da época, inclusive canções de George Gershwin e Cole Porter, as composições originais dos músicos de bebop começaram a divergir da música popular pela primeira vez, e o bebop, especialmente, não tinha intenção de ser uma música para dançar. As composições geralmente tinham andamentos rápidos e difíceis seqüências de colcheias. Muitos dos standards do bebop são baseados em progressões de acordes de outras músicas populares, como "I Got Rhythm", "Cherokee" ou "How High The Moon". As improvisações eram baseadas nas escalas subentendidas nesses acordes, e as escalas usadas incluíam alterações como a quinta bemol.
O desenvolvimento do bebop levou a novas abordagens de acompanhamento, bem como de solo. Bateristas começaram a depender menos do bumbo e mais do prato de condução e do chimbal. Baixistas tornaram-se responsáveis por manter a pulsação rítmica, passando a tocar quase que exclusivamente uma linha do baixo que consistia principalmente de semínimas enquanto marcavam a progressão harmônica. Os pianistas puderam usar um toque mais leve, e em especial suas mãos esquerdas não eram mais obrigadas a definir a pulsação rítmica ou a tocar a nota fundamental dos acordes. Além disso, a forma padrão do jazz moderno tornou-se universal. Os músicos tocavam o tema ("the head") de uma peça, geralmente em uníssono, daí revezavam tocando solos baseados na progressão de acordes da peça, e finalmente tocavam a melodia novamente. A técnica de trocar quatro compassos, em que os solistas revezavam frases de quatro compassos entre si ou com o baterista, também virou lugar-comum. O formato padrão de quarteto e quinteto (piano, baixo, bateria; saxofone e/ou trompete) usado no bebop mudou muito pouco desde os anos 40.
Muitos dos músicos das gerações anteriores ajudaram a abrir o caminho para o bebop. Entre esses músicos estão Lester Young, Coleman Hawkins, Roy Eldridge, Charlie Christian, Jimmy Blanton e Jo Jones. Young e Hawkins especialmente são geralmente considerados dois dos mais importantes músicos dessa empreitada. Entre outros notáveis músicos do bebop estão os saxofonistas Sonny Stitt e Lucky Thompson, os trompetistas Fats Navarro, Kenny Dorham e Miles Davis, os pianistas Bud Powell, Duke Jordan, Al Haig e Thelonious Monk, o vibrafonista Milt Jackson, os baixistas Oscar Pettiford, Tommy Potter e Charles Mingus e bateristas como Max Roach, Kenny Clarke e Roy Haynes. Miles, Monk e Mingus fizeram avanços posteriores nas eras pós-bebop, e a música deles será abordada mais adiante.
Cool Jazz
Embora Miles Davis tenha aparecido primeiro em gravações bebop de Charlie Parker, sua primeira sessão importante como um líder de banda foi chamada The Birth Of The Cool. Um álbum contendo todas as gravações desse grupo está à venda. O estilo cool jazz foi descrito como uma reação contra os andamentos acelerados e as complexas idéias melódicas, harmônicas e rítmicas do bebop. Essas idéias foram apreendidas por muitos músicos da Costa Oeste americana, e esse estilo por isso também é chamado West Coast jazz. Essa música é geralmente mais relaxada que o bebop. Entre os outros músicos do estilo cool estão os saxofonistas Stan Getz e Gerry Mulligan e o trompetista Chet Baker. Stan Getz também leva o crédito pela popularização de estilos brasileiros, como a bossa nova e o samba, nos Estados Unidos. Esses estilos e alguns poucos outros estilos latino-americanos são às vezes chamados coletivamente de jazz latino.
Muito grupos do estilo cool jazz não usam um piano e contam, em vez disso, com o contraponto e a harmonização entre os instrumentos de sopro, geralmente o saxofone e o trompete, para delinear as progressões de acordes. Entre os grupos liderados por pianistas que saíram dessa escola estão os de Dave Brubeck (com Paul Desmond no saxofone), Lennie Tristano (com Lee Konitz e Warne Marsh no saxofone) e o Modern Jazz Quartet ou MJQ (com John Lewis no piano e Milt Jackson no vibrafone), que também utiliza elementos de música clássica. A incorporação de música clássica no jazz é geralmente chamada de terceira corrente, ou third stream.
Hard Bop
Naquilo que foi descrito como ou uma extensão do bebop ou uma revolta contra o cool jazz, um estilo de música conhecido como hard bop desenvolveu-se nos anos 50. Esse estilo também desprezou as melodias tecnicamente exigentes do bebop, mas o fez sem abandonar a intensidade. Ele fez isso mantendo a pulsação rítmica do bebop e ao mesmo tempo incluindo uma saudável dose de blues e da música gospel. Art Blakey And The Jazz Messengers foram, durante décadas, o expoentes mais conhecido desse estilo. Muitos músicos foram criados na chamada "Universidade de Blakey". Nos primeiros grupos de Blakey estiveram o pianista Horace Silver, o trompetista Clifford Brown e o saxofonista Lou Donaldson. Clifford Brown também dividiu a liderança de um grupo com Max Roach que é considerado um dos melhores quintetos da história do jazz. Vários álbuns desses grupos estão à venda atualmente e todos são recomendados. Miles Davis também gravou vários álbuns nesse estilo durante o começo dos anos 50. Também houve vários grupos liderados por, ou com a participação de, organistas que vieram dessa escola, com ainda mais influência do blues e da música gospel. O organista Jimmy Smith e o sax tenor Stanley Turrentine foram músicos conhecidos desse gênero.
Pós-Bop
O período que vai de meados dos anos 50 até meados dos anos 60 representa o apogeu do moderno jazz mainstream. Muitos daqueles que hoje são considerados como entre os maiores de todos os tempos alcançaram a fama nessa época.
Miles Davis teve quatro grupos importantes durante esse período. O primeiro tinha John Coltrane ("Trane") no saxofone tenor, Red Garland no piano, Paul Chambers no baixo e "Philly" Joe Jones na bateria. Esse grupo é às vezes considerado o melhor grupo de jazz de todos os tempos. A maioria de seus álbuns está à venda atualmente, entre eles a série com Workin'..., Steamin'..., Relaxin'... e Cookin' with the Miles Davis Quintet. Miles aperfeiçoou seu modo brando de tocar baladas com esse grupo e a seção rítmica foi considerada por muitos como o melhor suíngue do jazz. O segundo grupo importante de Miles surgiu com a incorporação do sax alto Julian "Cannonball" Adderly e a substituição de Garland por Bill Evans ou Wynton Kelly e a substituição de Jones por Jimmy Cobb. O álbum Kind Of Blue, desse grupo, é o ponto alto da maioria das listas de discos favoritos de jazz. O estilo básico desse grupo é chamado modal, porque ele conta com músicas escritas em torno de escalas simples ou modos que geralmente duram muitos compassos cada, ao contrário das harmonias rapidamente mutantes dos estilos derivados do bebop. O terceiro grupo de Miles dessa era foi na verdade a orquestra de Gil Evans. Miles gravou vários álbuns clássicos com Gil, inclusive o Sketches Of Spain. O quarto grupo importante de Miles desse período tinha Wayne Shorter no saxofone, Herbie Hancock no piano, Ron Carter no baixo e Tony Williams na bateria. As primeiras gravações desse grupo, inclusive Live At The Plugged Nickel, bem como o primeiro My Funny Valentine, com George Coleman no saxofone no lugar de Wayne Shorter, apresentam principalmente versões inovadoras de standards do jazz. Discos posteriores, como Miles Smiles e Nefertiti, consistem de músicas originais, inclusive várias de Wayne Shorter, que em boa parte transcendem as harmonias tradicionais. Herbie Hancock desenvolveu uma nova abordagem de harmonização que era baseada tanto na sonoridade quanto em qualquer fundamento teórico convencional.
John Coltrane é um outro gigante desse período. Além de tocar com Miles, ele gravou o álbum Giant Steps, em seu próprio nome, que mostrou que ele era um dos músicos tecnicamente mais bem dotados e harmonicamente mais avançados do pedaço. Depois de deixar Miles, ele formou um quarteto com o pianista McCoy Tyner, o baterista Elvin Jones e vários baixistas, para finalmente se fixar em Jimmy Garrison. O modo de Coltrane tocar com esse grupo mostrou que ele era um dos músicos mais intensamente emocionais da parada. Tyner também é uma voz importante em seu instrumento, apresentando um ataque muito percussivo. Elvin Jones é um mestre da intensidade rítmica. Esse grupo evoluiu constantemente, desde o relativamente pós-bop do My Favorite Things ao modal altamente energizado de A Love Supreme, e à excepcional vanguarda de Meditations e Ascension.
Charles Mingus foi outro líder influente durante esse período. Seus pequenos grupos tendiam a ser menos estruturados do que outros, o que dava mais liberdade a músicos individuais, embora Mingus também dirigisse conjuntos maiores em que a maioria das peças era escrita na pauta. As composições de Mingus para pequenos grupos eram com freqüência somente rascunhos, e os músicos tinham suas partes às vezes compostas ou arranjadas literalmente no tablado, com Mingus dando direções aos músicos. Eric Dolphy, que toca sax alto, clarineta baixo e flauta, foi um dos pilares dos grupos de Mingus. Seu modo de tocar era geralmente descrito como angular, o que quer dizer que o intervalo em suas linhas eram freqüentemente grandes saltos, ao contrário das linhas escalares, que consistem principalmente de intervalos de um tom. O álbum Charles Mingus Presents Charles Mingus, em que Dolphy toca, é um clássico.
Thelonious Monk é geralmente visto como um dos mais importantes compositores do jazz, além de ser tido como um pianista altamente original. O modo de ele tocar é mais espaçado do que o da maioria de seus contemporâneos. Entre seus álbuns estão Brilliant Corners e Thelonious Monk With John Coltrane. O pianista Bill Evans era conhecido como um dos músicos mais sensíveis para tocar baladas, e seus álbuns com trio, especialmente Waltz For Debby, com Scott LaFaro no baixo e Paul Motian na bateria, são modelos da integração em trio. Wes Montgomery foi um dos mais influentes guitarristas do jazz. Ele geralmente tocava em grupos com um organista, e tinha um som particularmente comovedor. Ele também popularizou a técnica de tocar solos em oitavas. Entre seus primeiros álbuns estão o Full House. Álbuns posteriores foram mais comerciais e menos bem-vistos. O sax tenor Sonny Rollins rivalizava com Coltrane em popularidade e gravou muitos álbuns sob seu próprio nome, inclusive Saxophone Colossus e The Bridge, que também tinha Jim Hall na guitarra. Sonny também gravou com Clifford Brown, Miles Davis, Bud Powell, Thelonious Monk e outros gigantes.
Entre outros músicos que valem a pena destacar dessa era estão os saxofonistas Jackie McLean, Dexter Gordon, Joe Henderson e Charlie Rouse; os trompetistas Freddie Hubbard, Lee Morgan, Woody Shaw e Booker Little; os trombonistas J. J. Johnson e Curtis Fuller; o clarinetista Jimmy Guiffre; os pianistas Tommy Flanagan, Hank Jones, Bobby Timmons, Mal Waldron, Andrew Hill, Cedar Walton, Chick Corea e Ahmad Jamal; o organista Larry Young; os guitarristas Kenny Burrell e Joe Pass; o guitarrista e gaiteiro Toots Thielemans; o vibrafonista Bobby Hutcherson; os baixistas Ray Brown, Percy Heath, Sam Jones, Buster Williams, Reggie Workman, Doug Watkins e Red Mitchell; os bateristas Billy Higgins e Ben Riley; e os vocalistas Jon Hendricks, Eddie Jefferson, Sarah Vaughan, Betty Carter, Carmen McRae, Abbey Lincoln e Shirley Horn. Big bands como as de Woody Herman e Stan Kenton também se destacaram.
Postado por Cfnobrasil às 11:03 0 comentários
Como Forrmatar o seu roteiro - Cinema
Como Formatar Seu roteiro
Uma crítica geral que surgiu durante o workshop Laboratório Sundance de 1996 foi a falta de uniformidade na formatação. Somente dois dos oito roteiros poderiam ser considerados aceitáveis para os padrões norte-americanos. Se nos Estados Unidos a atenção dada à fomatação é exagerada, aqui no Brasil reina uma atitude de "cada um por si". De certa forma a padronização de roteiros restringe o escritor, primeiro porque este tem que aprender novas regras, e também porque a formatação padrão para roteiros de especulação - o chamado Master Scenes - priva o escritor de alguns recursos (como, por exemplo, ângulos de câmera, cortes de cenas etc). Porém as vantagens compensam em dobro estas pequenas desvantagens:
- são pouquíssimas regras
- o leitor começa ler o roteiro num campo visual que lhe é familiar, e não se dispersa levando de 5 a 10 páginas para se acostumar com um novo estilo individual.
- é a única maneira de facilmente se ter uma idéia do tamanho do filme (uma página em Master Scenes corresponde, em média, a 1 minuto de filme), que é fundamental tanto para o leitor quanto para o escritor terem uma idéia do ritmo.
- a adesão a essas regras força o roteirista a dedicar-se à trama do filme. Considerações sobre o ponto de vista da câmera e cortes de cena, quando não são absolutamente indispensáveis para a narrativa, só servem para distrair o autor da principal função dele: contar uma história.
- ajuda a evitar um outro erro comum nos roteiros apresentados para o Sundance: o de incluir fatos invisíveis nos textos de descrição. Por exemplo:
"Um carro desce uma estrada em direção ao Rio de Janeiro. Dentro, um grupo de músicos, cujo cantor é um homem escuro com cabelos curtos, como um punk do Terceiro Mundo. É Jorge Salgado que está chegando ao Rio para fazer dois shows gratuitos na praia de Ipanema."
Dificilmente o espectador, só vendo um carro andando numa estrada, vai conseguir capturar a descrição e o comentário da segunda frase, ou a informação da terceira. Escrever em Master Scenes força o autor a procurar maneiras de mostrar estas informações, se é que são fundamentais para a história - e se não forem, de descartá-las.
O pior furo deste tipo que encontrei até agora foi a seguinte frase, que vem de um roteiro que traduzi recentemente (mudei o nome da personagem):
"Geraldo bota o chapéu, faz um movimento imperceptível com a cabeça e sai..."
Se, um dia, algum leitor reconhecer o filme através deste movimento imperceptível, favor entrar em contato comigo que eu pago o almoço.
Seguindo a sugestão de um dos convidados para o Sundance, apresento então um pequeno guia sobre Master Scenes.Uma maneira de se assegurar de que você não precisa pensar na formatação o tempo inteiro, e de se liberar para se concentrar na parte exclusivamente criativa, é criar tabs, macros e templates para tomar conta dessa tarefa. Existem também vários programas no mercado para ajudar você a trabalhar no seu roteiro (meu favorito é o Movie Magic Screenwriter). Há ainda templates como The Screenwriter's Toolkit, Screenplay Styler, Magicscript, Digiscript, todos para MS Word, e Screenwright para WordPerfect. Na minha opinião, o único que chega pelo menos perto dos pés de um programa dedicado, se chama ScreenPro (maiores informações no site do seu criador Jack Passarella).
Fonte
Courier 12 point 10 pitch. Em MSWord para Windows esta fonte se chama "Courier New". Nunca se usa itálicos. Nunca se usa negrito.
Tamanho do Papel
Carta (27.94cm x 21.59cm)
Numeração
Em cima, à direita, geralmente seguida por um ponto.
Margens
| Vertical | Em cima 2,5cm Em baixo 2,5cm-3cm |
| Ação/Cabeçalhos | Esquerda 3,5cm Direita 3,5-4cm |
| Nomes | 9 cm da esquerda |
| Diálogo | 6,5cm da esquerda 7,5cm da direita |
| Instruções para o ator | 7cm da esquerda |
Justificação
Diálogo e ação para a esquerda.
Nos exemplos a seguir neste guia, sempre tentei recriar a aparência de um roteiro corretamente formatado, mas como algumas partes podem aparecer diferente em alguns browsers, você sempre deve seguir o que está escrito, e nao o que está vendo.1. Capa
3/8 da página, centralizado:
Um Roteiro de O Seu Nome Em baixo:
| |
| Copyright © 199X by Seu Nome Todos os direitos reservados | Endereço (seu/seu agente) (000) 000-0000 |
2. A primeira página
Você deve começar a primeira página do seu roteiro da seguinte maneira: Dê cinco Enters e na sexta linha, centralizado na página, entre aspas e em maiúsculas, escreva "O TÍTULO" do seu filme. Na décima linha, no lado esquerdo da página as palavras: FADE IN: Mais dois Enters e, na décima-segunda linha escreve o primeiro cabeçalho. Por exemplo: 1.
INT. CASA DE DENISE - DIA (...)
3. Os Elementos do Roteiro
Cabeçalhos Em inglês, sluglines ou scene headers. São escritos em maiúsculas e dão três informações: (1) Onde; (2) precisamente onde, e (3) quando. (2) e (3) são separados por um espaço, um tracinho, e outro espaço. (1) pode ser INT. (interior) ou EXT. (exterior); (2) é uma identificação curta do lugar; e (3) pode ser DIA ou NOITE. Por exemplo: INT. CASA DE DENISE - DIA
É permitido usar mais de um sujeito. Por exemplo: EXT. CASA DE DENISE - TERRAÇO - DIA - FINAL DA TARDE ou: EXT. CASA DE DENISE/TERRAÇO - DIA - FINAL DA TARDE Um novo cabeçalho é necessário cada vez que muda o lugar, e/ou muda o tempo. Porém não precisamos de um cabeçalho completo cada vez que uma personagem entra e sai, por exemplo, da sala para a cozinha. Neste caso, é usual escrever somente o nome da dependência para qual a personagem vai. Por exemplo: Denise se levanta do sofá e vai em direção à cozinha. COZINHA Denise abre a geladeira e pega uma cerveja. ou: Denise se levanta do sofá e vai para a... COZINHA, onde abre a geladeira e pega uma cerveja. ATENÇÃO:
Outro elemento do cabeçalho é a numeração. Para roteiros de especulação, não são indispensáveis, mas se você gostaria de numerar as suas cenas, os números são colocados na margem esquerda, cerca de 2 cm do cabeçalho. Atenção: colocar números de cenas deve ser a última coisa que você faz, antes de imprimir o seu roteiro! Você corre o risco de renumerá-las incessantemente, até a versão final. A parte visual do roteiro, onde se relata o que se passa na tela. Descrições das personagens, o que eles estão fazendo, os lugares, e tudo que os espectadores vão conseguir e precisar capturar visualmente. E nada mais! Tente recriar a experiência de assistir à sua cena tendo apenas as informações que o espectador terá, observando detalhes sobre as pessoas e lugares na mesma ordem em que a platéia verá no cinema. Alguns elementos da ação costumam ser escritos em maiúsculas:
Por exemplo: 1.
INT. CASA DE DENISE - SALA - DIA A pequena sala tem uma varanda mínima com janelas abertas. De fora surge o barulho de TRÂNSITO da rua. Numa mesa de jantar de vidro, na mesa de centro e em todos os lugares da sala estão espalhados cinzeiros cheios, garrafas vazias e restos de comida. DENISE DE CARVALHO, uma mulher morena de 34 anos, com cabelos grandes meio caídos em cima do rosto, aparece no corredor. Ela está acordando e usa uma camisa gigante. Denise ENTRA na sala e, cobrindo os olhos para não ver a luz e a bagunça, procura com uma mão um MAÇO DE CIGARROS na mesa.
Ela encontra o maço, tira um cigarro e volta correndo pelo corredor para o... QUARTO, onde ela acende o cigarro e deita na cama fumando e tentando não acordar muito. (...)
Mantenha os parágrafos pequenos. Conte a sua história visualmente, com o mínimo de dados para manter o seu leitor interessado e informado. o nome da personagem para introduzir diálogo, sempre em maiúsculas. Podem ser seguidos por:
Por exemplo: (...) Ela encontra o maço, tira um cigarro e volta correndo pelo corredor para o... QUARTO, onde ela acende o cigarro e deita na cama fumando e tentando não acordar muito. De repente o telefone TOCA na sala. Denise não se mexe. Pausa. O telefone continua TOCANDO. Denise se levanta e SAI do quarto.
Denise volta para o quarto, carregando um TELEFONE SEM FIO.
(...) Ou então:
Considero este último exemplo o mais lógico, mas é bem menos comum, provavelmente por motivos de espaço. Recomendo o primeiro. Escritas em parênteses numa linha entre o nome da personagem e o diálogo. Devem ser usadas muito, muito pouco, por dois motivos principais. Primeiro, nenhum ator gosta de ser insistentemente instruído sobre como deve dizer suas falas. Em segundo lugar, se você vê que precisa de muitas instruções como (gritando), (chorando), (para o garçon), etc., provavelmente é um sinal de que o diálogo não é suficientemente nítida em geral. É quase sempre possível evitar o uso destas instruções, limitando-os aos poucos momentos em que o tom ou o sentido da fala seria realmente ambíguo. Se uma fala é quebrada por uma divisão de página, escreve-se (MAIS) centralizado numa linha em baixo do diálogo no final da página anterior, e inicia-se a outra com o nome seguido por (cont.) ou (cont’d). (outra coisa que não deve fazer até a hora de imprimir!) Espaço simples para: nomes/instruções para o ator/diálogo; ação; Espaço duplo entre: cabeçalho e ação; ação e nomes; diálogo e ação; FADE IN e o primeiro cabeçalho; a última linha e FADE OUT Espaço triplo entre: ação ou diálogo e cabeçalho. Depois da última linha do roteiro, dois Enters e as palavras FADE OUT. Mais dois Enters, e FIM, ou O Fim, centralizado na página. | ||||||||||||||
Ângulos de câmera, cortes de cena e outras instruções técnicas quase certamente serão mudados completamente pelo diretor, câmera e editor, durante o longo processo de produção.
Mas quando sua indicação, no roteiro, é absolutamente indispensável? Afinal, estamos escrevendo roteiros de cinema, e às vezes precisamos - ou queremos - dirigir um pouco o nosso filme. Vamos discutir alguns dos elementos que se pode precisar com mais frequência:
Transições
São indicações sobre como cortar de uma cena para outra. A justificação é sempre à direita, com uma linha entre a última linha da cena anterior, e o cabeçalho da cena seguinte:
CORTA PARA:
É a transição standard, portanto um pouco supérflua - pelo menos na minha opinião.
FUSÃO PARA:
Para cortar lentamente de uma cena para outra.
MATCH CUT:
Quando cortamos, por exemplo, de uma aliança na vitrine de um joalheiro, para ela sendo colocado na mão de uma noiva na igreja.
Planos
Em inglês, camera shots. É quando pulamos fora da cena por um momento para ver uma coisa importante destacada. Na maioria dos planos, os termos técnicos são mantidos em inglês.
As primeiras duas, POV e INSERT, sempre terminam em VOLTA À CENA, ou então no cabeçalho novo da próxima cena.
POV
Ponto de vista (Point Of View). Você pode precisar mostrar o que uma personagem está vendo. Isto é feito assim:
O barulho de uma PORTA BATENDO embaixo alerta Guilherme. Ele vai até a porta.
POV DE GUILHERME
Através da porta entreaberta, ele vê policiais subindo a escada.
VOLTA À CENA
Guilherme tranca a porta, e rapidamente fecha o cofre.
(...)
INSERT
Uma rápida inserção de uma detalhe. Por exemplo:
INSERT - RODA DO CARRO
o último parafuso solta e cai na estrada.
VOLTA À CENA
(...)
CLOSE SHOT e CLOSEUP
São frequentemente confundidas.
CLOSE SHOT é um plano da cabeça e ombros de uma, ou até duas, personagens. CLOSEUP examina de perto o detalhe de uma personagem ou objeto. Por exemplo:
CLOSE SHOT - GUILHERME
que está suando, e ao mesmo tempo tentando manter uma impressão de calma.
(...)
e
CLOSEUP - AS MÃOS DE GUILHERME
amarradas atrás e trabalhando desesperadamente para se livrar das cordas.
(...)
MONTAGEM e SÉRIE DE PLANOS
Também costumam ser interpretadas como a mesma ação - embora não sejam. A diferença é que MONTAGEM incorpora muito mais informação na tela, simultaneamente. É usada para mostrar uma série de eventos como, por exemplo:
MONTAGEM
A) Manifestações estudantis na Cinelândia
B) A Passeata dos Cem Mil
C) Militares tomando o poder
(...)
Já SÉRIE DE PLANOS são mini-cenas compondo uma sequência:
SÉRIE DE PLANOS
A) Guilherme pula do carro.
B) Ele cai por um barranco.
C) O carro perde controle, batendo numa árvore e EXPLODINDO.
D) Guilherme levanta devagar, apoiando-se numa rocha e olhando a fumaça subindo do carro em chamas.
(...)
Instruções para câmera
Às vezes pode ser muito importante indicar como a câmera deve agir. Lembro de uma cena num programa de comédia inglesa, anos atrás, que serve como excelente exemplo. Dois amigos estavam conversando através de uma grade. Um deles usava uniforme, camisa azul, o outro, de casaco, aparentemente vindo da rua. Ele trazia um bolo e notícias sobre vários amigos e membros da família do outro. Pelo contexto, e comentários como "eu não aguënto mais ficar aqui", imaginamos que se tratava de um prisioneiro recebendo uma visita de um amigo. Mas no final da cena, de repente, alguém atrás do amigo reclamou, em off, "ei, vai ficar aí o dia inteiro?!" A câmera abriu para revelar uma imensa fila numa agência de correios.
Neste caso instruções para câmera seríam fundamentais para a narrativa. São feitas em maiúsculos. O final da cena seria escrita assim:
| HOMEM (O.S.) |
| Ei, vai ficar aí o dia inteiro?!. |
O Amigo se vira, enquanto o ÂNGULO ABRE PARA REVELAR uma imensa fila de pessoas, a maioria carregando cartas e embrulhos, e todos olhando impacientemente. A decoração da sala e os posters nas paredes mostram que se trata de uma agência de correios.
(...)
Outras instruções para câmera podem incluir, CÂMERA SEGUE, AJUSTE, ZOOM, ENCONTRA, etc.
INTERCUT e Diálogo simultâneo
Duas outras técnicas de que se pode precisar bastante surgem quando precisa cortar entre duas cenas ou planos, ou quando duas personagens falam simultaneamente.
Para cortar, por exemplo, entre duas pessoas falando no telefone, se usa INTERCUT - antes ou depois da segunda fala - assim:
Roberto atende.
| ROBERTO |
| Alô? |
INTERCUT CONVERSA TELEFÔNICA
| MÁRCIA |
| Oi, amor, sou eu. |
(...)
É claro que INTERCUT pode ser usado em outras situações também.
Diálogo simultâneo funciona assim:
| BRUNO | GERALDA |
| O que é que você está fazendo aqui?! | Porque você não está em casa?! |
(...)
Uma palavra final
Como já mencionei, as polêmicas e argumentos sobre formatação que surgem nos Estados Unidos são intermináveis. Estas regras apresentadas aqui não pretendem ser definitivas, e muito menos a única verdade - que não existe.
Escritores sempre vão ter suas preferências e pequenas variações particulares.
O que pretendo fazer aqui é mostrar como escrever o seu roteiro para que ele seja imediatamente reconhecível como roteiro.
Que, sendo um roteiro de cinema, seja escrito e lido na maneira mais visual possível.Costumo observar pequenos erros ou detalhes supérfluos nos roteiros que leio ou traduzo, que poderiam ser facilmente evitados com um pouco de atenção. Alguns já foram mencionados neste guia, mas merecem destaque por serem muito comuns.
Isto é muito pessoal, e foge um pouco das regras de formatação. Você vai achar alguns desses erros triviais demais para merecer atenção. Outros nem vai acreditar que roteiristas cometem. Mas cometem, sim, e muito!
1) Use o mesmo nome das personagens e dos lugares em cabeçalhos, durante o roteiro inteiro.
Não começar, no meio do roteiro, a chamar KUBITSCHEK de PRESIDENTE ou JK, e nunca trocar, por exemplo, CABANA por CHALÉ, se for o mesmo lugar. Especialmente importante para quem está escrevendo a quatro, seis ou oito (!) mãos.
2) Corte a palavra "vemos".
Em vez de "Vemos um casal andando...", escrever "Um casal está andando...".
Evitar também a palavra "câmera", no sentido de: "A câmera mostra prateleiras de livros antigos, cheios de poeira, que vão do chão ao teto." Escrever simplesmente "Prateleiras de livros antigos, cheios de poeira, vão do chão ao teto."
3) Não repita, na descrição, informação que já está no cabeçalho.
Por exemplo, se estamos no "INT. COZINHA - DIA", não escrever durante a cena: "João ENTRA na cozinha e bate a porta". Escrever "João ENTRA e bate a porta".
4) Sempre use um novo cabeçalho quando mudar de lugar (INT. para EXT. ou vice versa).
Vejo muitos cabeçalhos assim: INT./EXT. CASA - DIA.
5) Sempre use um novo cabeçalho quando mudar de tempo.
Muitos roteiristas colocam a frase: "Passagem de tempo", onde definitivamente se precisaria de um novo cabeçalho como:
INT. PALÁCIO/SALA DE ESTAR - NOITE - MAIS TARDE
6) Nunca escreva: "Sandra senta na mesa e comenta".
Mas: "Sandra senta na mesa," e em seguida a fala dela. Por outro lado, e por incrível que pareça, já encontrei a expressão "Rubens não responde" seguida por uma fala da mesma personagem, respondendo.
7) Use instruções para o ator com muito pouca frequência.
Não posso enfatizar isto o bastante. Como já mencionado, se o diálogo estiver suficientemente claro, estas instruções são desnecessárias. Quando um homem quebra um vaso precioso, não é preciso indicar à atriz como falar "Seu idiota!"
A não ser, talvez, que este homem seja o seu amante, ela não se importe absolutamente com o vaso do marido, e esteja falando numa voz sedutora.
Então, as instruções para o ator são usadas para evitar ambiguidades no diálogo; quando a personagem começa a falar com outra pessoa -(para Martina); ou quando faz pequenos movimentos importantes, como (apontando o revólver), ou (escondendo a jóia), e você não quer interromper o ritmo da fala com ação.
8) Evite excessivos olhares.
Do tipo "Jaime olha para Marisa"; "Katia olha para a sua mãe", etc., especialmente quando só existem duas pessoas na cena, e que é quase certo que estão se olhando de vez em quando. Isto pertence ao reino exclusivo de novelas de televisão, onde a narrativa inteira está limitada a olhares, tapas e beijos.Postado por Cfnobrasil às 10:51 0 comentários
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
As portas da percepção
| As portas da percepção* | ||||
| Por Thiago Lotufo Veneza. 3 de agosto, 1956: "Caro Doutor, gostaria de agradecer sua carta. Anexo segue o artigo sobre os efeitos das várias drogas que usei. Não sei se é apropriado para o seu jornal. Não faço objeção quanto a meu nome ser usado. Nenhuma dificuldade com a bebida. Nem desejo de consumir qualquer droga. Saúde geral excelente. Por favor, transmita minhas saudações a Mr. - (nome omitido). Utilizo seu sistema de exercícios diariamente, com excelentes resultados. Estive pensando em escrever um livro sobre narcóticos, se encontrar um colaborador que saiba lidar com a parte técnica." O texto, intitulado "Carta de um empedernido viciado em drogas perigosas", é do escritor americano William Burroughs e foi endereçado a John Dent, médico britânico pesquisador do vício em drogas, que a publicou no British Journal of Addiction. Na carta, Burroughs, que passava por um período de desintoxicação, descreve de maneira minuciosa suas experiências com dezenas de drogas de diferentes classes: opiáceos (morfina, ópio, heroína), estimulantes (anfetamina, cocaína, bezedrina), cannabis (maconha, haxixe), alucinógenos (mescalina, ayuahuasca) e álcool, entre outras. As descrições foram incluídas como um apêndice ao tal livro sobre narcóticos que ele acabou escrevendo. "Naked Lunch" ou "Almoço Nu", traduzido para o português, foi publicado em 1959. Delirante, caótica e autobiográfica, a obra, conseqüência de mais uma das recaídas do autor, foi repudiada pela crítica. Seu valor só foi reconhecido anos depois, e até hoje é tida como um dos marcos da história das letras. Mais: "Almoço Nu", ao lado de "On the Road" (1957), de Jack Kerouac, e "Uivo" (1956), de Allen Ginsberg, converteu-se num clássico da literatura beatnik - e da literatura sobre (ou sob o efeito de) drogas também. Essa relação entre drogas, criação e escritores e outros artistas, como pintores, músicos e atores, não foi inaugurada por Burroughs e sua turma. Registros de 50 mil anos atrás indicam que os neandertais já usavam uma erva estimulante com propriedades semelhantes às da efedrina e desenhos feitos em cavernas no período Paleolítico sugerem que os artistas conheciam alguns alucinógenos. Na Odisséia (cerca de 8 a.C.), Homero faz referências a uma bebida, oferecida por Helena a Telêmaco, capaz de aliviar a dor, e a uma planta (lótus) que seduz alguns marinheiros de Odisseu. O primeiro livro realmente dedicado ao tema é de 1821: "Confissões de um Comedor de Ópio", escrito pelo inglês Thomas De Quincey. Assim, por um lado, os beats (o termo foi usado pela primeira vez em 1948 por Kerouac e pretendia transmitir a idéia de "beatitude") não foram os primeiros a usar drogas e a escrever sobre elas. Por outro, não foram também os últimos. Álcool, maconha, heroína, ácido lisérgico (LSD) e substâncias afins sempre embalaram intimamente a criação artística (não toda, obviamente) e negar essa relação é tão ingênuo quanto ainda acreditar que o Sol gira ao redor da Terra -- e não o contrário. A lista de artistas e intelectuais que produziram ou produzem de mãos dadas com as drogas é gigante. Na música, os exemplos vão de Charlie Parker (segunda foto) a Kurt Cobain (última foto); nas letras, do alcoólatra Lima Barreto e o "maldito" Leminski ao jornalista doidão Hunter Thompson; no teatro, de Antonin Artaud (viciado em ópio) a Fauzi Arap; no cinema, de "Easy Rider" a Zé do Caixão (sim, ele fez um filme chamado "O Despertar da Besta", em que um psiquiatra injeta LSD em viciados para estudar os efeitos do tóxico diante de imagens do próprio Zé do Caixão); e, finalmente, nas artes plásticas, de Van Gogh (viciado em absinto) a Hélio Oiticica. O importante -- longe da apologia ou da condenação -- é mostrar como essa união se relaciona com o desenvolvimento das artes e como ela operou transformações, boas ou ruins. Há bad trips e overdoses nesse casamento de risco? Sem dúvida. Há obras e histórias geniais decorrentes dele? Sem dúvida também. "Para determinados artistas, as drogas serviram para aguçar a sensibilidade", diz Jorge Coli, professor de história da arte da Unicamp. "Mas elas não desencadeiam a criação se não houver o espírito criador." Jean-Arthur Rimbaud, poeta francês do século 19 e autor dos clássicos "Uma Temporada no Inferno" e "Iluminações", acreditava no "desregramento dos sentidos" como meio de criação. "O poeta se faz vidente por um longo, imenso e racional desregramento de todos os sentidos", afirmava ele. O objetivo do desregramento era "reter a quintessência" das coisas. E, de acordo com Rimbaud, o haxixe, o ópio e o absinto eram bons elementos para atingi-lo. Os beatniks -- incluindo Gregory Corso, Gary Snider, Lawrence Ferlinghetti, entre outros da geração --, por sua vez, queriam ser um estilo de vida. "Antes da aparição dos beats não havia, nos jovens da época, qualquer relação entre seus mundos e suas mentes", afirma o jornalista Bruce Cook em seu livro "The Beat Generation" ("A Geração Beat", sem tradução para o português). A época, vale lembrar, era a década de 1950. "Em 1954, os Estados Unidos viviam o apogeu da Guerra Fria, acabando de sair da Guerra da Coréia e em pleno período do macarthismo, de perseguições a intelectuais militantes ou suspeitos de pertencerem a organizações de esquerda", afirmou Cláudio Willer na introdução da versão brasileira de "Uivo, Kaddish e Outros Poemas", de Allen Ginsberg. "Eu acho que a marijuana é um instrumento político. É um estimulante catalítico para toda consciência ligeiramente ampliada", afirmou Allen numa entrevista de 1960. Na mesma época, num depoimento para Gregory Corso, concluiu que "o negócio seria fornecer mescalina (alucinógeno extraído de um cacto) ao Kremlin e à Casa Branca, trancar os mandatários pelados num estúdio de televisão durante um mês e obrigá-los a ficarem falando em público até descobrirem o significado dos seus atos". "É assim que a televisão poderia ser adaptada ao uso humano." Allen e companhia estavam, obviamente, contra a ordem do dia. E, contra eles, estava o establishment - de políticos a críticos. "Uivo", quando publicado, em 1956, levou à cadeia seu editor, Lawrence Ferlinghetti, por venda de material obsceno. Liberado mais tarde, o livro se converteu num dos mais influentes da poesia americana do século 20. Além disso, abriu caminho para que "On the Road" (1957), escrito em três semanas e com 186 mil palavras num rolo de papel de telex, ficasse cinco semanas na lista dos livros mais vendidos. Só para lembrar: Kerouac precisou de muita benzedrina (estimulante), cigarro e café para pôr no papel suas frenéticas viagens pelos Estados Unidos e México embaladas pelo jazz. À época, o bebop, uma variação "acelerada" do jazz, estava em voga. E Charlie Parker era um de seus representantes supremos. Bird, como o chamavam, tocava seu saxofone movido a vinho barato e muita heroína, a droga da moda e socialmente aceitável entre as pessoas ligadas à música. "Achava-se que usando heroína era possível tocar como Charlie Parker", disse Frank Morgan, um dos companheiros de Charlie, num documentário sobre o saxofonista. O uso da droga ajudou-o a gravar discos sensacionais como "Jazz at Massey Holl", mas também levou-o a uma morte prematura, aos 34 anos. Para se ter uma idéia do estrago que a droga lhe fez, o médico responsável pela autópsia -- sem saber a idade real do músico -- estimou que o corpo era de alguém entre 55 e 60 anos de idade. "Música é a sua própria experiência. Pensamentos, sabedoria. Se você não vive isso, não transmitirá com o seu instrumento", afirmou Charlie certa vez. No jazz, a heroína correu solta nas veias de muitos outros artistas. Entre eles, Billie Holiday, Chet Baker e Miles Davis, três nomes sagrados do gênero. Miles, dizem, teria criado o cool jazz ouvindo bebop e sendo auxiliado por algumas seringas. Mas nem sempre foi assim. No início do século 20, em Nova Orleans, o jazz era associado à maconha. Na década de 30, diversas músicas sobre o tema já haviam sido compostas e até Louis Armstrong falara bem a respeito da erva. Milton Mezzrow, um jazzista judeu de Nova York, fez o mesmo na década de 40 e afirmou em sua autobiografia, "Really the Blues" (algo como "O Verdadeiro Blues", sem tradução para o português), que fumar maconha o ajudava a tocar melhor. Anos depois, porém, a heroína é que passaria a dominar a cena. E seu uso se disseminou até o rock'n'roll dos tempos atuais (Pete Doherty, vocalista da banda inglesa Libertines, já foi internado e preso por causa de sua dependência da droga). Nesse gênero musical, pouquíssimos chegaram ao nível de Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones. Na década de 70, por exemplo, por conta do vício em heroína, ele chegou até a ter de "trocar de sangue" numa clínica suíça. "Trocar" é exagero. Na verdade, seu sangue foi filtrado numa máquina para que substâncias tóxicas fossem retiradas. Apesar da dependência de Keith (Jagger também não escapou), os Stones produziram alguns de seus melhores álbuns entre 1969 e 1971. "Let It Bleed", de 69, pode ser considerado o primeiro "disco de heroína" do grupo. De acordo com a crítica inglesa, "Gimme Shelter", uma das faixas, teria sido composta por Keith numa "temporada" de algumas horas no banheiro de casa com a guitarra e um saquinho de heroína. "Exile on Main Street", gravado em 1971 ( lançado em 72) e considerado a obra-prima dos Rolling Stones, é pico do começo ao fim. "Eu estava pegando pesado com heroína", afirmou Keith Richards no ano seguinte. "A heroína alimenta o simbolismo de se viver no limite, do tipo 'até onde eu consigo ir?'", afirmou numa entrevista à revista britânica "Q" Harry Shapiro, autor de "Waiting For the Man: The Story of Drugs and Popular Music" (algo como "Esperando pelo Homem: A História das Drogas e a Música Popular", sem tradução para o português). Eric Clapton, Steven Tyler, Lou Reed e Iggy Pop chafurdaram nela, mas sobreviveram. Kurt Cobain e Janis Joplin, entre outros, foram além do limite. Paul McCartney admitiu ter experimentado heroína também, mas sem saber do que se tratava. "Não me dei conta do que havia usado. Me deram algo para fumar e eu fumei", afirmou em 2004 à revista britânica "Uncut". Na publicação, Paul relembrou quando ficou preso por dez dias no Japão, em 1980, por estar com 225 gramas de maconha na bagagem. "Estava prestes a ir para o Japão e não sabia se conseguiria fumar alguma coisa por lá", disse. "O negócio era bom demais para jogar na privada, então eu resolvi levar comigo." Quanto aos Beatles, é inegável que a maconha e o ácido lisérgico (LSD) foram fundamentais na criação de determinados trabalhos, especialmente em "Revolver", "Rubber Soul" e "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band". Ringo Starr conta na série de documentário Beatles "Anthology" que no período de "Rubber Soul" a atitude do grupo mudou. "Acho que a maconha teve muita influência nas nossas mudanças", afirmou. Na mesma série, Paul disse: "Mudamos de 'She Loves You' para canções mais surrealistas". Já a influência do LSD foi escancarada em "Lucy in the Sky with Diamonds" e "Day Tripper", além da história de que o produtor George Martin teve de levar Lennon para tomar um ar no telhado da gravadora por causa de uma viagem de ácido. Os Beatles, porém, como afirmou Ringo, não conseguiam fazer músicas se estivessem alterados demais. "Sempre que abusávamos a música que fazíamos era uma bosta total", disse ele. O LSD foi o combustível fundamental para os anos 60, época do amor livre, da Guerra do Vietnã e dos festivais. Na terceira edição do festival da ilha de Wight, em 1970, na Inglaterra, drogas e música proporcionaram algo inusitado: um show de Gilberto Gil, Gal e Caetano para cerca de 200 mil pessoas. Os três e mais umas 20 pessoas tocaram no mesmo palco onde dias depois (foram cinco dias no total) estiveram Jimi Hendrix, The Doors e The Who. A apresentação aconteceu graças a Cláudio Prado, membro do grupo que gravou uma jam session ocorrida à base de LSD e maconha na barraca do hoje ministro Gilberto Gil. Ele levou a fita até a organização do festival, que autorizou os brasileiros a tocarem no segundo dia -- dedicado a artistas pouco conhecidos. O show durou cerca de 40 minutos. No repertório, "London, London", "Aquele Abraço" e muito improviso. "O ácido nos deixou entusiasmados", diz o escritor Antonio Bivar, que foi ao palco tocar reco-reco. Co-tradutor da edição brasileira de "On the Road", ele contou a experiência da ilha de Wight em seu livro "Verdes Vales do Fim do Mundo". "Caetano e Gal não haviam tomado LSD." Nesse caso, o alucinógeno ajudou a catalisar um momento da expressão artística. Mas nem sempre nem com todo mundo é assim, do tipo experimente alguma droga e saia escrevendo poemas de qualidade, pintando belos quadros e fazendo boa música por aí. Veja o que o escritor Aldous Huxley, autor de "As Portas da Percepção" (em que relata seu uso da mescalina), de 1954, e protagonista de experiências com LSD, disse numa entrevista à "Paris Review" em 1960. Perguntaram se ele via relação entre o processo criativo e o uso de drogas como o ácido lisérgico. Trecho da resposta: "Para a maioria das pessoas é uma experiência significativa e eu suponho que de um modo indireto pode ajudar no processo criativo. Mas não acredito que alguém possa se sentar e dizer 'Eu quero escrever um poema brilhante e por isso vou tomar ácido lisérgico'. Não acho, de maneira alguma, que você vai atingir o resultado esperado." Veja o que alguns artistas fizeram com drogas. E vice-versa Santa Tríade Erva ou pó? Guru? Eu? Heroína Pileque Inferno Meteoro Na mente Romantismo Tropical O teste do ácido do refresco elétrico -- Embarque no colorido ônibus de Ken Kesey *Esse texto foi publicado originalmente na edição 209 da revista "Superinteressante", de janeiro de 2005 |
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Maquiavel - Arte da Guerra
Uma vez por semana uma parte do livro será postada.
1- Cosimo Rucellai, a quem Maquiavel dedica os Discursos morreu jovem em 1519. Em sua residencia , acolheu os participantes de discussões sobre temas filosóficos, literários e polítocs.
Espero que gostem e dêem a sua opnião; As vezes parece que Maquiavel gostaria de ser o Cosimo Rucellai, em que quase "endeusa" o Cosimo e o vira "lenda" ao dizer que morreu jovem, não dá para saber até que ponto Maquiavel o conhecia e(ou) o admirava.
PARTE II - CLIQUE AQUI
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
O Jazz o começo TODA QUINTA - FEIRA
Uma Breve História do Jazz
Ouvir outros músicos de jazz é de longe a atividade isolada mais importante que você pode fazer para aprender sobre improvização de jazz. Do mesmo modo que não há palavras que possam jamais descrever como é uma pintura de Monet, nenhuma introdução que eu escreva irá descrever como é o som de Charlie Parker. Embora seja importante para um músico criar seu próprio estilo, isso não deve ser feito em isolamento. Você precisa estar a par do que outros fizeram antes de você.
Estando estabelecida a importância de ouvir, a pergunta que fica é: "Que devo ouvir?" O mais provável é que você já tenha alguma noção dos músicos de jazz de que gosta. Geralmente, você pode começar com um músico e a partir dele ampliar o círculo. Por exemplo, o primeiro músico de jazz que eu escutei bastante foi o pianista Oscar Peterson. Depois de comprar uma meia dúzia de discos dele, descobri que também gostava de alguns dos músicos com quem ele tocava, como os trompetistas Freddie Hubbard e Dizzy Gillespie, e comecei a comprar os discos deles também. Daí, ouvindo o pianista Herbie Hancock tocar com Hubbard, descobri uma nova direção a explorar, uma que me levou ao trompetista Miles Davis, e dele ao saxofonista John Coltrane, e esse processo continua até hoje.
Parte do objetivo desta Introdução é tentar guiar você em suas audições. O que se segue é uma breve história do jazz, com menção de muitos músicos e discos importantes. Observe que o assunto história do jazz gerou volumes inteiros. Alguns desses estão listados na bibliografia.
Esta Introdução faz uma rápida apresentação dos principais períodos e estilos do jazz. Há muita superposição nas eras e estilos descritos. As últimas seções sobre história do jazz são baseadas basicamente em princípios desenvolvidos dos anos 40 até os 60. Esta música é às vezes chamada de corrente principal do jazz (mainstream ou straightahead em inglês).
A biblioteca pública de sua cidade pode ser um fonte valiosa para se conhecer músicos com os quais você não está familiarizado. Você também deve trocar discos com amigos. Gravar discos ou CDs para o uso de outras pessoas é obviamente, entretanto, uma violação dos direitos autorais, e isso desvaloriza a recompensa econômica dos músicos. Você deve usar a biblioteca e as coleções de discos de outras pessoas para ter uma idéia do que você gosta e aí sim comprar o que você quiser.
Os Primórdios do Jazz
As gravações mais antigas de jazz fáceis de encontrar são dos anos 20 e do começo dos anos 30. O trompetista e vocalista Louis Armstrong ("Pops", "Satchmo") foi de longe a figura mais importante desse período. Ele tocava com os grupos chamados Hot Five e Hot Seven; qualquer gravação que você puder encontrar desses grupos é recomendada. O estilo desses grupos, e de muitos outros desse período, geralmente é chamado de jazz de Nova Orleans ou Dixieland. Ele é caracterizado pela improvisação coletiva, em que todos os músicos tocam simultaneamente linhas melódicas improvisadas dentro da estrutura harmônica da música. Louis, como cantor, é tido como o inventor do scat, em que o vocalista usa sílabas sem sentido para cantarolar linhas melódicas improvisadas. Outros músicos notáveis do jazz de Nova Orleans ou Dixieland são o clarinetista Johnny Dodds, o saxofonista soprano Sidney Bechet, o trompetista King Oliver e o trombonista Kid Ory.
Outros estilos populares desse período são várias formas de jazz no piano, entre eles o ragtime, o Harlem stride, e o boogie-woogie. Esses estilos são na verdade bem distintos uns dos outros, mas todos os três são caracterizados por linhas rítmicas e percussivas para a mão esquerda e linhas velozes e cheias para a mão direita. Scott Joplin e Jelly Roll Morton foram pioneiros do ragtime. Fats Waller, Willie "The Lion" Smith e James P. Johnson popularizaram o padrão stride para mão esquerda (baixo, acorde, baixo, acorde); Albert Ammons e Meade Lux Lewis desenvolveram isso nos padrões mais rápidos de movimento da mão esquerda do boogie-woogie. Earl "Fatha" Hines foi um pianista especialmente conhecido por sua mão direita, com a qual freqüentemente, em vez de tocar acordes cheios ou arpejos, tocava linhas puramente melódicas, típicas dos sopros. Isso virou um lugar-comum desde então. Art Tatum é considerado por muitos como o maior pianista de jazz de todos os tempos; ele foi certamente um dos mais bem dotados tecnicamente, e suas descobertas harmônicas abriram caminho para muitos que vieram depois dele. Ele é às vezes considerado um precursor do bebop.
CONTINUA Proxima Quinta-feira.......
Postado por Cfnobrasil às 20:27 0 comentários