Maquiavel - A Arte da Guerra !!
..." POr isso, restamos nós apenas , e não podemos confiar que qualquer outra pessoa o conhecesse como nós, pois que não aparecem as obras das suas louváveis qualidades. Verdade é que não lhe foi, porém , tão adversa a fortuna que não ficasse nenhuma ligeira recordação da destreza de seu engenho, como demonstram alguns escritos e composições de amor em versos de sua lavra; versos nos quais, embora não estivesse enamorado, se exercitava na juventude, para não despender o tempo em vão, de modo que a mais elevados pensamentos a fortuna o conduzisse; pelo que se pode claramente compreender com quanta felicidade descrevia seu pensamento, e quantahonra lhe teria dado a poesia, se ela, como um fim, se tivesse dedicado. Havendo portanto a fortuna nos privado do convívio de tal amigos; parece-me não haver outro remédio senão procurarmos ao máximo gozar da sua memória e lembrar se alguma coisa foi por ele dita com agudez ou discutida com sabedoria. E como nada se tem de mais recente do que a conversa que há pouco tempo o senhor Fabrizio Colobba(Condottiero, pertencia a uma familiaa romana gibelina que até o século XVI foi grande adversária do papado)
travou com ele em seus jardins (onde tal senhor discorreu vastamente sobre as coisas da guerra, por Cosimo), pareceu-me que, como alguns outros amigos nossos estivessem presentes, seria bom trazê-lo a memoria, a fim de que, lendo isto, os amigos de Cosimo que ali estavam reunidos reacendessem em seu ânimo a lembrança das suas virtú, entre os ausentes , alguns lamentassem não ter participado e outros aprendessem muitas coisas úteis não só a vida militar , mas também á vida civil. COisas que foram sabiamente discutidas por um homem sapientíssimo.
Digo, pois que, retornando Fabrizio Colonna da Lombardia , onde durante muito tempo combaterra com grande glória pelo rei católico(trata-se de Fernando, o Católico cf. CApata, op cit, p 271), decidiu , ao passarpor Florença, descansar um dia naquela cidade, para visitar sua excelência o duque e rever alguns gentis-hoemns com os quais anteriormente tivera alguma familiaridade. Donde que pareceu oportuno a Cosimo convidá-lo para os seus jardins, não tanto para fazer uso de sua liberalidade quanto paera ter motivo de falar com ele longamente e dele ouvir e aprender várias coisas, de acordo com o que de tal homem se pode esperar , parecendo-lhe haver ocasião de passar um dia a discorrersobre matérias que satisfaziam seu ânimo. Foi então ali ter Fabrizio, atendendo a sua vontade, sendo recebido por Cosimo e por alguns outros seus fieis amigos, entre os quais estavam Zanobi Buondelmonti, Batista della Palla e Luigi Alamanni (Zanobi Buondelmonti: mercador e banqueiro a quem foram dedicados os Discursos e Vida de Castruccio, Batisrta della Palla; amigo de Maquiavel; Luigi Alamanni, poeta e escritor , a quem também foi dedicada Vida de Castruccio, Buondelmonti e Alamanni participaram da conspiração contra o cardeal Giulio de MEdici), jovens todos, benquistos por ele e amentes dos mesmos estudos cujas boas qualidades omitiremos, para que todos os dias e a todas as horas por si mesmas se louvem, Fabrizio foi , portanto em conformidade com os tempos e o lugar, homenageado com todas as maiores honras possiveis ,mas, passados os prazeres convivais , retiradas as mesmas e terminados todos festejos........
Mostrando postagens com marcador livros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador livros. Mostrar todas as postagens
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Maquiavel - Arte da Guerra II
Postado por Cfnobrasil às 11:58 0 comentários
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Maquiavel - Arte da Guerra
Uma vez por semana uma parte do livro será postada.
PRIMEIRO LIVRO
POr acreditar que, após sua morte, possamos louvar um homem sem sermos alvo de reprovação, inexistindo qualuqer motivo e suspeita de adulação, não terei duvidas em louvar nosso Cosimo Rucellai(1), que seu nome nunca seja por mim recordado sem lágrimas, pois que nele conheci as qualidades que num bom amigo os amigos esperam, que num cidadãosua pátria deseja. Porque não sei de coisa alguma tão sua (não excetuando sequer a alma) que pelos amigos ele não dependesse com prazer; não sei de empresa que o assombrasse, desde que nela ele reconhecesse o bem de sua pátria. E confesso, livremente , não haver exemplo, entre tantos homens que conhecie com quais privei, de homem no qual houvesse ânimo mais vivido para as coisas grandes e magnificas. E não se queixou ele com os amigos de outra coisa, diante da morte, senão de ter nascido paramorrer jovem em casa e sem honrarias, sem poder ter beneficiado outras pessoas conforme lhe ditava sua indole porque sabia que dele nada mais se podia dizer senão que morrer em bom amigo.1- Cosimo Rucellai, a quem Maquiavel dedica os Discursos morreu jovem em 1519. Em sua residencia , acolheu os participantes de discussões sobre temas filosóficos, literários e polítocs.
Espero que gostem e dêem a sua opnião; As vezes parece que Maquiavel gostaria de ser o Cosimo Rucellai, em que quase "endeusa" o Cosimo e o vira "lenda" ao dizer que morreu jovem, não dá para saber até que ponto Maquiavel o conhecia e(ou) o admirava.
PARTE II - CLIQUE AQUI
Assinar:
Postagens (Atom)